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A inauguração do PAE, na sua sede própria aconteceu em dezembro de 1979 e contou com a presença amiga do orador Divaldo Pereira Franco.

Um senhor chamado Carlos de Lima havia conseguido na época com a prefeitura, uma área no Setor Sul de 10 mil metros quadrados para a instalação de um centro espírita e um orfanato. O segundo teria o nome de Lar Espírita Francisca de Lima. Dos 10 mil metros quadrados, Carlos Lima cedeu 7 mil metros para a Irradiação Espírita construir o Ginásio Emmanuel, hoje Instituto Educacional Emmanuel. Quando Margarida Ana de Figueiredo, diretora na época do Lar Francisca de Lima, ficou sabendo da dificuldade dos trabalhadores do PAE em encontrar um novo local, pediu para que conversassem com Sr. Carlos de Lima e ele com bom coração aceitou passar para o PAE uma área de 1000 metros quadrados.

A criação jurídica do Posto de Auxílio Espírita – PAE ocorreu em 13 de maio de 1968. A construção da sede própria foi realizada em sistema de mutirão, com a liderança marcante de Paulo Daltro de Oliveira. Os materiais utilizados na construção vieram de doações de trabalhadores e empresários e da realização de muitas campanhas beneficentes.

Nas décadas de 70 e 80 o PAE realizava a cada dois finais de semana, mutirões que construíam para as famílias assistidas, nos bairros, até três barracões em um único final de semana, durante estes anos, cerca de 500 pessoas eram atendidas no natal com a distribuição de sacolas com alimentos, roupas e brinquedos.

A inauguração do PAE, na sua sede própria aconteceu em dezembro de 1979 e contou com a presença amiga do orador Divaldo Pereira Franco.

nosso fundador

Paulo Daltro de Oliveira

Filho de Iracema Dias Barbosa e Manoel Barbosa de Oliveira. Casou-se com Suzi Costa Daltro, construindo uma família de cinco filhos a quem sempre dedicou especial carinho. Sua determinação, persistência e grande capacidade idealizadora o levaram a inúmeras realizações. De uma personalidade serena e firme, vivia sempre sorridente e com um entusiasmo contagiante.

Na década de 60, Paulo Daltro se destacou num grupo de jovens espíritas interessados pela área de assistência social que se reuniam na Mocidade Paulo de Tarso do Centro Espírita Luz e Vida em Goiânia-Go, dando início ao trabalho de mutirões para construção de casas populares à famílias carentes. De espírito confiante sabia agir com convicção e nunca encontrou dificuldade em pedir auxílio para ajudar os menos favorecidos.

Com o dom de reunir pessoas em torno de suas obras, nos mutirões unia as mãos de operários humildes com as de empresários, profissionais liberais, estudantes, donas de casa; todos juntos preparando argamassa, carregando e assentando tijolos, construindo moradias destinadas aos irmãos mais necessitados.

Juntamente com os seus companheiros, idealizou e fundou o PAE- Posto de Auxílio Espírita e o Berçário Espírita Joanna de Ângelis, não medindo esforços em dedicar-se por muitos anos nestas obras. A sua disposição em trabalhar o levou a inúmeras realizações no Lar Espírita Francisca de Lima, onde foi presidente por vários anos.

Exerceu, entre outros, o cargo de Vice-Presidente da Federação Espírita do Estado de Goiás. Foi pioneiro e liderou inúmeros eventos como: Feiras Culturais Espíritas, Noites Artísticas, Congressos Espíritas, Seminários, etc.

Foi fundador da Sociedade de Estudos Espíritas Paulo de Tarso e também da Gráfica e Editora Paulo de Tarso, onde lançou a Revista Espírita Allan Kardec em todo o Brasil e em alguns países. Publicou inúmeras matérias de esclarecimento e difusão doutrinária, além de quatro volumes ¨A Luz Dissipa as Trevas¨, compilação feita com a colaboração de vários amigos, contando estórias de alto valor moral e doutrinário.

Nas Reuniões Mediúnicas possuía naturalidade intuitiva e era um doutrinador consciente de sua responsabilidade, usando a sua autoridade moral sempre com amor e transmitindo a sua fé viva, positiva e inabalável para auxiliar no esclarecimento de muitos espíritos sofredores.

A partida de Paulo Daltro do plano físico em 28 de Janeiro de 2004 representa o retorno de um guerreiro para a Pátria Espiritual, deixando o exemplo de um verdadeiro espírita e cristão.

Nosso mentor espiritual

Eurípedes Barsanulfo

Nasceu Eurípedes Barsanulfo na cidade de Sacramento (Minas Gerais), a 1° de Maio de 1880, e ai faleceu a 1° de Novembro de 1918.

Foram seus pais Hermógenes Ernesto de Araújo e D. Jerônima Pereira de Almeida, ambos, a princípio, pobres de haveres materiais, mas ricos de virtudes cristãs, as quais enchiam o lar honrado de alegria e paz.
Logo que pôde manisfestar os nobres sentimentos de que era dotado, revelou-se um menino admirável pela sua inteligência precoce, pela sua dedicação ao trabalho e ao estudo.

A sua juventude não decorreu despreocupada, como sói acontecer com aqueles que são bafejados pela fortuna. Muito jovem ainda, teve de enfrentar as vissicitudes do lar, promovendo os meios de auxiliá-lo.
Querendo tudo saber, Barsanulfo conseguiu em poucos anos uma sólida e primorosa cultura. Do Colégio passou ao escritório comercial do seu pai, onde trabalhou como guarda-livros.

Fundou o Liceu Sacramento, instituto de ensino primário e secundário, onde exerceu a cátedra por cinco anos seguidos, com raro brilhantismo lecionando, quando fazia-se necessário, todas as matérias do curso.

Concomitantemente com a fundação do referido Liceu, surgiu a público a “Gazeta de Sacramento”, hebdomadário que saía aos domingos e que foi por ele redigido durante dois anos.

Graças à sua inteligência privilegiada e ao seu próprio esforço, chegou a possuir tal cultura, que os seus biógrafos a consideram verdadeiramente assombrosa. Tinha profundos e largos conhecimentos de Medicina e Direito. Dissertava sobre astronomia, filosofia, matemática, ciências físicas e naturais, literatura, com a mais extraordinária segurança, sem possuir nenhum diploma de escola superior.

As suas árduas tarefas no magistério, na imprensa e na tribuna; a lhaneza de seu coração, sempre pronto a socorrer os necessitados; a sua palavra amiga e conselheira; a probidade de seu caráter, – tudo isso o fêz o ídolo dos seus conterrâneos. Estes, desejosos de o terem no cenário da política local, elegeram-no Vereador. Mas a política não era o clima a que ele aspirava. Depois de prestar-lhe serviços, dela se afastou espontâneamente.
Por essa ocasião, Barsanulfo era fervoroso católico, presidente da Conferência de S. Vicente de Paula.

É assim que certo dia, tendo conhecimento de espantosas curas realizadas no campo do Espiritismo, resolveu saber o que de verdade havia nesses relatos. Como seus parentes de Sta. Maria pregavam e praticavam o Espiritismo, no Centro Espírita Fé e Amor, bastante conhecido naquele povoado e um dos mais antigos naquela região, Barsanulfo para ali rumou, no propósito de pessoalmente investigar os fatos.

Observando, em várias sessões, fenômenos de tiptologia, comunicações de alta expressão filosófica, curas maravilhosas, estudou-os cuidadosamente e, de volta a sua terra natal, trouxe consigo as obras kardequianas, que o levaram, afinal, em 1905, a converter-se ao Espiritismo. Deste se tornou, desde então, o maior propagandista naquela região mineira, especialmente pelo exemplo. A obra que Eurípedes erigiu, em Sacramento, é um desses monumentos grandiosos e imperecíveis que atestam a sua fortaleza moral e a pujança de sua fé luminosa.

Durante doze anos e sete meses foi presidente do Grupo Espírita “Esperança e Caridade”, por ele fundado. Como dependência desse Grupo, surgiu em 2 de abril de 1907 o magnífico e grande Colégio “Allan Kardec”.

Eurípedes Barsanulfo era dotado de diversas faculdades mediúnicas desenvolvidas, sendo médium curador, receitista, auditivo, vidente, intuitivo, falante e psicógrafo. Era com muita facilidade que ele se desdobrava de um lugar para o outro, e dava a topografia exata dos locais por onde o seu Espírito passava.

Foi o refúgio para todos os aflitos e abandonados da sorte. Centenas de desenganados pela ciência da Terra encontraram em Sacramento o lenitivo para os seus males. Com o auxílio dos Espíritos Superiores, entre eles Bezerra de Menezes, o nosso Barsanulfo curava quase todas as enfermidades.

Homem que não temia difundir as verdades que professava, foi a encarnação do verdadeiro espírita. Fiel discípulo de Jesus, era o consolo e o amparo de todos aqueles que o procuravam, e a todos dispensava indistintamente o mesmo acolhimento, o mesmo amor. Não consta que houvesse deixado inimigos pessoais.

Em razão de tudo isso, ele gozava de grande popularidade em sua terra natal e até mesmo em todo o Estado de Minas. Ainda hoje Barsanulfo continua a ser relembrado e abençoado naquela região, onde deixou traços indeléveis de sua brilhante passagem. No dia 1° de Novembro de 1918, falecia em sua cidade natal, vítima de pandemia de gripe.

Texto em resumo extraído da obra Grandes Espíritas do Brasil de Zêus Wantuil

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